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Lei Vigente

Lei nº 6.985/2021

Publicada em 29 de novembro de 2021

Institui o Programa de Desenvolvimento da Produção Artesanal e Orgânica Associada ao Turismo – Pró-Artesão.

Texto oficial no SINJ-DF ↗

  1. §

    Art. 1º Fica instituído o Programa de Desenvolvimento da Produção Artesanal e Orgânica Associada ao Turismo – Pró-Artesão, que visa assegurar o desenvolvimento turístico sustentável e integrado; incentivar o processo artesanal; fortalecer as tradições culturais; e proporcionar melhores condições de vida e aumento de receita para os artesãos.

  2. §

    Art. 2º São diretrizes do Programa de Desenvolvimento da Produção Artesanal e Orgânica Associada ao Turismo – Pró-Artesão:

  3. §

    I – valorização da identidade candanga e promoção de seus produtos artesanais em âmbito nacional;

  4. §

    II – identificação e cadastramento dos artesãos, a fim de conferir maior visibilidade a seus produtos;

  5. §

    III – expansão e renovação da produção artesanal e orgânica do Distrito Federal;

  6. §

    IV – promoção da integração da atividade artesanal e orgânica com outros setores e programas de desenvolvimento sustentável, especialmente com o turismo;

  7. §

    V – incentivo à qualificação da produção artesanal e orgânica, à restauração das técnicas tradicionais de produção e ao aperfeiçoamento dos métodos e processos de produção;

  8. §

    VI – estímulo à criação de formas de incentivo fiscal e financeiro para os produtores artesanais;

  9. §

    VII – apoio à comercialização da produção local, por meio da organização de eventos, rodadas de negociação e pontos de comercialização e exposição dos produtos.

  10. §

    Art. 3º Entende-se por produção artesanal e orgânica o objeto ou conjunto de objetos produzido de forma independente, exigindo de seu produtor o conhecimento e a execução integral, e cujo processo produtivo apresente as seguintes características:

  11. §

    I – elaboração de produtos de expressão cultural relacionados a aspectos característicos do Distrito Federal e da região do Cerrado;

  12. §

    II – predomínio do trabalho manual, com uso limitado de equipamentos e ferramentas, como forma de garantir uma produção diferenciada e não meramente repetitiva;

  13. §

    III – autonomia do produtor artesão no planejamento, na organização e na definição das condições de trabalho;

  14. §

    IV – autonomia do produtor artesão no processo de desenvolvimento de seu produto, desde sua conceitualização até sua inserção no mercado;

  15. §

    V – utilização preferencial do espaço doméstico ou comunitário na elaboração dos produtos;

  16. §

    VI – execução preferencial do produto no mesmo local do trabalho.

  17. §

    Art. 4º A produção artesanal deve enquadrar-se em uma ou mais das seguintes categorias:

  18. §

    I – artes e ofícios para os trabalhos em têxteis, cerâmica, peles, couros, elementos vegetais, madeira, cortiça, metais, pedras, papéis e gráficas;

  19. §

    II – produção e confecção artesanal e orgânica de bens alimentares e bebidas, tais como geleias, compotas, conservas, farinhas, sucos e licores, sem a adição de conservantes, corantes, essências e outras substâncias artificiais;

  20. §

    III – restauro e confecção de patrimônio móvel e construção tradicional.

  21. §

    Art. 5º A matéria-prima a ser utilizada predominantemente na confecção dos produtos deve enquadrar-se nas seguintes categorias:

  22. §

    I – matéria-prima de origem animal, vegetal ou mineral em estado natural;

  23. §

    II – matéria-prima processada de forma artesanal ou mista;

  24. §

    III – matéria-prima decorrente de processos de reciclagem ou reaproveitamento.

  25. §

    Art. 6º Será certificada pelo poder público a produção artesanal e orgânica que atender aos seguintes critérios:

  26. §

    I – respeitar os valores históricos, sociais e culturais;

  27. §

    II – obedecer às normas ambientais e adotar práticas sustentáveis e não agressoras ao meio ambiente;

  28. §

    III – respeitar as normas sanitárias e de segurança de produção.

  29. §

    Art. 7º O poder público, ouvidas as associações dos produtores artesanais e orgânicos, estabelecerá os critérios técnicos para a certificação dos produtos, bem como a criação do selo correspondente.

  30. §

    Parágrafo único. O poder público manterá um sistema de informações sobre a produção artesanal e orgânica do Distrito Federal, que servirá de base para a definição de políticas públicas e para o planejamento de ações de fomento para o setor.

  31. §

    Art. 8º O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 60 dias, a partir de sua publicação.

  32. §

    Art. 9º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

  33. §

    Art. 10. Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 29 de novembro de 2021 133º da República e 62º de Brasília