Lei nº 1.149/1996
Publicada em 11 de julho de 1996
Dispõe sobre o rezoneamento ambiental da Área de Proteção Ambiental da bacia do rio São Bartolomeu
Esta norma foi REVOGADA. O texto abaixo é mantido por valor histórico — para saber o que valia numa data passada. Não use como regra em vigor. Confira a situação atual no SINJ-DF.
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Art. 1° - Fica aprovado o rezoneamento ambiental da Área de Proteção Ambiental-APA da bacia do rio São Bartolomeu, criada pelo Decreto n° 88.940, de 7 de novembro de 1983 , nos termos do que dispõe a Lei Federal n° 9.262, de 12 de janeiro de 1996 .
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Parágrafo único - Os estudos técnicos de que resultou o rezoneamento ambiental, elaborados mediante o Convênio n° 157, de 1992, firmado entre o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA e a Secretaria de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia - SEMATEC, estarão à disposição dos interessados nos centros de documentação da SEMATEC, do Instituto de Ecologia e Meio Ambiente do Distrito Federal - IEMA e do Setor de Pesquisa e Recuperação de Informações da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
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Art. 2° - Para os fins desta Lei, as atividades permitidas, restritas ou proibidas na APA da bacia do rio São Bartolomeu estão associadas aos seguintes usos do solo:
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I - conservação: tem como objeto conservar e proteger os ecossistemas naturais;
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II - conservação de pastagens nativas: destina-se ao suporte da pecuária extensiva com a utilização de pastagens naturais;
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III - agropecuária extensiva: destina-se à produção em pequena escala, para comercialização;
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IV - agricultura intensiva: destina-se à produção em grande escala, para comercialização;
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V - silvicultura: compreende a cultura de espécies autóctones ou exóticas de porte arbóreo, destinada à comercialização;
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VI - urbano: caracteriza-se pela concentração de população em áreas que dispõem de infraestrutura ou atividades de apoio;
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VII - empreendimentos localizados: correspondem a diversas tipologias de uso do solo, cuja implementação se dá de forma localizada, isolada, sob licenciamento ambiental, sujeitas a estudo de impacto ambiental a critério do BEMA/SEMATEC, as quais se classificam nas seguintes categorias, desde que compatíveis com as zonas em que se inserem:
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a) industrial;
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b) comercial;
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c) institucional;
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d) prestação de serviços;
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e) extrativismo mineral;
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f) rural, destinadas entre outros usos à produção intensiva de animais;
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VIII - preservação: caracteriza-se pela proibição de atividades que importem alteração da biota.
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Art. 3° - Fica o território da APA da bacia do rio São Bartolomeu dividido em nove zonas, a seguir denominadas, caracterizadas e com os usos permitidos especificados:
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I - Zona de Uso Restrito - ZUR, que corresponde às áreas a serem inundadas por reservatórios e às bordas das chapadas e encostas onde se encontram remanescentes de vegetação nativa, com interesse para recarga de lençóis freáticos, proteção das bordas e encostas e manutenção de estoques genéticos, nas quais se permitem os seguintes usos:
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a) conservação;
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b) conservação de pastagem nativa;
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c) agropecuária extensiva;
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d) empreendimentos localizados, da categoria extrativismo mineral, classe 2, de acordo com o que dispõe o Decreto Federal de 15 de fevereiro de 1991 , publicado no Suplemento do Diário Oficial da União de 18 de fevereiro de 1991, pág. 1;
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II - Zona de Proteção dos Reservatórios - ZPR, que corresponde aos perímetros das áreas de proteção dos reservatórios definidos no Decreto Federal n° 13.869, de 31 de março de 1992 , nos quais se permitem os seguintes usos:
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a) conservação;
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b) conservação de pastagem nativa;
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c) agropecuária extensiva;
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d) silvicultura;
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e) empreendimentos localizados, das categorias institucionais e de prestação de serviços;
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III - Zona de Vida Silvestre - ZVS, que corresponde às áreas onde a proteção é essencial tanto para a sobrevivência de espécies de fauna e da flora da biota regional como para os biótopos raros de significado regional, nacional e internacional, nas quais se permitem os seguintes usos:
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a) preservação;
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b) conservação;
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IV - Zona de Uso Especial 1 - ZUE 1, que corresponde às poligonais de proteção hídrica das captações de água sob a supervisão da Companhia de Água e Esgotos de Brasília - CAESB, de acordo com o Decreto n° 12.960, de 28 de dezembro de 1990 , nas quais se permitem os seguintes usos:
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a) conservação;
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b) silvicultura;
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V - Zona de Uso Especial 2 - ZUE 2, que corresponde às áreas de florestamento e fruticultura remanescentes de projetos implantados pela PROFLORA S.A. -Florestamento e Reflorestamento, constituindo manchas de interesse especial para proteção, nas quais se permitem os seguintes usos:
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a) preservação;
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b) conservação;
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c) silvicultura;
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VI - Zona de Uso Agropecuário 1 - ZUA1, que corresponde aos sistemas de terra ST4 e ST5 e apresentam ecossistemas mais frágeis e conservados, nos quais se permitem os seguintes usos:
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a) conservação;
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b) conservação de pastagem nativa;
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c) agropecuária extensiva;
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d) empreendimentos localizados, das categorias institucionais e de prestação de serviços;
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VII- Zona de Uso Agropecuário 2 - ZUA 2, que corresponde às parcelas dos sistemas de terra ST1, ST2,e ST3, nas quais se permitem os seguintes usos:
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a) conservação;
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b) conservação de pastagem nativa;
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c) silvicultura;
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d) agropecuária extensiva;
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e) agricultura intensiva;
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f) empreendimentos localizados, das categorias comercial, institucional, de prestação de serviços, extrativismo mineral e rural;
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VIII - Zona de Uso Intensivo 1 - ZUI 1, que corresponde às parcelas dos sistemas de terra ST1 e ST3, onde se permite a utilização para fins urbanos nos termos da revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal - PDOT, em consonância com o disposto nos arts. 13,I, e 14 da Lei Federal nº 6.766, de 19 de dezembro de 1979 , e com a Resolução n° 10, de 14 de dezembro de 1988 , do Conselho Nacional do Meio Ambiente" - CONAMA, nas quais se permitem os seguintes usos:
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a) conservação;
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b) conservação de pastagem nativa;
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c) urbano, nas zonas urbanas consolidadas e protegidas;
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d) silvicultura;
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e) agropecuária extensiva;
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f) agricultura intensiva;
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g) empreendimentos localizados, das categorias industrial, comercial, institucional, de prestação de serviços, extrativismo mineral e rural;
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IX - Zona de Uso Intensivo 2 - ZUI 2, que corresponde às parcelas do sistema de terra ST2, onde se permite o uso para fins urbanos nos termos da revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial-PDOT, em consonância com o disposto nos arts. 13,I, e 14 da Lei Federal n° 6.766, de 19 de dezembro de 1979 , e com a Resolução n° 10, de 14 de dezembro de 1988 , do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA, nas quais se permitem os seguintes usos:
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a) conservação;
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b) conservação de pastagem nativa;
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c) urbano, nas zonas urbanas consolidadas e protegidas;
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d) silvicultura;
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e) agropecuária extensiva;
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f) agricultura intensiva;
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g) empreendimentos localizados, das categorias comercial, institucional, de prestação de serviços, extrativismo mineral e rural;
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Parágrafo único - As zonas descritas estão configuradas no mapa Rezoneamento da APA da Bacia do Rio São Bartolomeu, que constitui o Anexo I desta Lei.
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Art. 4° A área definida pela poligonal de fixação do assentamento de São Sebastião, conforme dispõe o Decreto n° 16.571, de 26 de junho de 1995 , constitui Zona de Uso Intensivo - ZUI.
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Art. 5° - Os parcelamentos do solo com finalidade urbana, em tramitação na data de publicação desta Lei, constituirão Zona de Uso Intensivo - ZUI, após o atendimento da legislação ambiental e a publicação da poligonal dos seus limites no Diário Oficial do Distrito Federal.
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Parágrafo único - Ficam excluídos do que trata o caput os parcelamentos do solo que se situam nas Zonas de Proteção dos Reservatórios - ZPR, nas Zonas de Uso Restrito - ZUR e nas Zonas de Vida Silvestre - ZVS.
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Art. 6° - O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de noventa dias de sua publicação, em estrita consonância com os estudos técnicos a que se refere o art. 1°.
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Art. 7° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
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Art. 8° - Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 11 de julho de 1996 108° da República e 37° de Brasília