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Decreto Revogada

Decreto nº 16.666/1995

Publicada em 1 de agosto de 1995

REGULAMENTA O PROGRAMA DE SEGURANÇA ALIMENTAR: AÇÃO CONTRA A FOME E O DESEMPREGO.

Esta norma foi REVOGADA. O texto abaixo é mantido por valor histórico — para saber o que valia numa data passada. Não use como regra em vigor. Confira a situação atual no SINJ-DF.

Texto oficial no SINJ-DF ↗

  1. §

    Art. 2° - A cesta básica será concedida para vigorar durante 12 meses consecutivos, nas localidades onde funcionará o Programa, podendo ser prorrogada por igual período.

  2. §

    Art. 3° - A gestão do Programa dar-se-á de forma colegiada, por meio da Comissão Executiva e sua Secretaria Executiva, Comissões locais e Cooperativas conveniadas.

  3. §

    Art. 4° - A Comissão Executiva, presidida e coordenada pelo representante da Assessoria Especial do Gabinete do Governador, terá as seguintes competências:

  4. §

    I - coordenar e supervisionar, deliberando sobre a implantação e a operacionalização do Programa que ficará a cargo da Secretaria Executiva da Comissão Local e das Cooperativas conveniadas;

  5. §

    II - propiciar a articulação dos demais órgãos e entidades afins do Governo do Distrito Federal, podendo requerer informações e propor iniciativas e providências;

  6. §

    III - avaliar procedimentos de execução do Programa e propor medidas de fiscalização, ajustamento e aperfeiçoamento;

  7. §

    IV - elaborar e submeter ao Governador do Distrito Federal, para avaliação e aprovação, cronograma para implantação gradual do Programa;

  8. §

    V - receber sugestões, críticas e denúncias e dar-lhes solução ou encaminhamento adequado.

  9. §

    Art. 5° - A Secretaria Executiva, cuja função é assessoria técnica e administrativa na implantação, execução, acompanhamento e avaliação do Programa, será constituída de representantes da Comissão Executiva.

  10. §

    Art. 6° - A Comissão Local, em cada Região Administrativa, será constituída por um representante dos seguintes órgãos, instituições e entidades:

  11. §

    I - Secretaria Executiva do Programa na qualidade de coordenador;

  12. §

    II - Administração Regional correspondente; III - Diretoria Regional de Ensino - DRE;

  13. §

    IV - Centro de Desenvolvimento Social - CDS;

  14. §

    V- Centro de Saúde;

  15. §

    VI - Cooperativas;

  16. §

    VII - Entidades Populares

  17. §

    Parágrafo 1° - Os membros te Comissão Local e respectivos suplentes serão formalmente indicados pslos titulares dos respectivos órgãos, instituições e entidades.

  18. §

    I - Receber as solicitações locais e analisar as condições de habilitação do requerente efetuando a revisão dos formulários preenchidos e visitas domiciliares;

  19. §

    II - Encaminhar à Secretaria Executiva os formulários já analisados; III - Assessorar, acompanhar e avaliar os projetos desenvolvidos pela Cooperativa conveniada;

  20. §

    IV- Encaminhar relatórios mensais da Cooperativa à Secretaria Executiva.

  21. §

    Art. 7° - A Comissão Local reunir-se-á quinzenalmente e/ou quando se fizer necessário por convocação do Coordenador ou por solicitação de um de seus membros. Art. 8° - A Comissão Executiva reunir-se-á, sempre que necessário, por convocação da Secretaria Executiva do Programa ou ainda por solicitação de dois terços de seus membros.

  22. §

    Art. 9° - Em cada Região Administrativa o Governo do Distrito Federal estabelecerá um convênio com uma Cooperativa composta pelos associados da comunidade local, e identificada estatutariamente com os objetivos do Programa.

  23. §

    Parágrafo 1° - Compete à Comissão Executiva do Programa executar e, supervisionar o convenio pelo Governo do Distrito Federal.

  24. §

    Art. 10° - A Cooperativa terá, dentre outras, as seguintes atribuições, que serão estabelecidas em convenio:

  25. §

    I - operacionalizar a distribuição das cestas básicas de alimentos às famílias beneficiárias selecionadas para o Programa;

  26. §

    II - arrecadar de cada família beneficiária o valor correspondente a 40% (quarenta por cento) do custo da cesta básica de alimentos;

  27. §

    III - coordenar a participação dos beneficiários em grupos de trabalho comunitário e curso de qualificação profissional, segundo prioridades definidas pela comunidade e de duração proporcional ao subsídio da cesta básica de alimentos;

  28. §

    IV - aplicar os recursos arrecadados na distribuição das cestas básicas nos seguintes projetos:

  29. §

    a) geração de postos de trabalho em projetos produtivos e de infra-estrutura social;

  30. §

    b) criação e gerenciamento de um fundo rotativo, com o objetivo de financiar e apoiar gerencialmente pequenos empreendimentos, através do empréstimo solidário;

  31. §

    VI - acompanhar e avaliar as açôes desenvolvidas no Programa, devendo enviar, periodicamente, à Comissão Local, relatório contendo informações sobre a aplicação dos recursos e cumprimento dos objetivos.

  32. §

    Art. 11° - São critérios para inscrição no Programa de Segurança Alimentar: Acão Centra a Fome e o Desemprego, os quais deverão ser comprovados pelo requerente no ate da inscrição:

  33. §

    I - que todos os filhos com idade de 7 a 14 anos completos estejam matriculados em escola pública e tenham todos eles frequência regular minima de 90% às aulas do periodo letivo;

  34. §

    II - que a família resida há, no mínimo, 5 (cinco) anos no DF e há 6 (seis) meses no local onde se implantará o Programa;

  35. §

    III - que os membros adultos da família que estejam desempregados tenham inscrição em pelo menos um programa do Sistema Nacional de Emprego - SINE;

  36. §

    IV - ter renda per capta não superior a meio salário mínimo.

  37. §

    Parágrafo 1° - O Programa considera como componentes da família os chefes (mãe pai ou responsável), filhos e dependentes que estejam sob a tutela ou guarda devidamente formalizada pelo Juízo competente.

  38. §

    Art. 12° - Os requerentes farão sua inscrição no Programa de Segurança Alimentar Ação Contra a Fome e o Desemprego em horário e locais previamente identificados e divulgados.

  39. §

    Parágrafo Único - Ne ato da inscrição, o requerente preencherá formulário próprio e comprovará residência no Distrito Federal nos últimos cinco anos e endereço residencial atualizado nos últimos seis meses, utilizando-se de um dos seguintes documentos:

  40. §

    I - certidão de nascimento;

  41. §

    II - histórico escoiar; III - cartão de vacina;

  42. §

    IV - declaração do empregador;

  43. §

    V - declaração do diretor(a) da escola; VI - conta de iuz/água/telefone

  44. §

    Art. 13° - O exame do pedido e o deferimento da Cesta Básica serão feitos em duas etapas.

  45. §

    I - Na primeira etapa, a Comissão Local analisará a condição de habitação do requerente e ordenará o processo para encaminhamento à Comissão Executiva

  46. §

    II - Na segunda etapa a Comissão Executiva fará o exame e a avaliação do processo e, se atendidos todos os requisitos estabelecidos, enviará o processo a Cooperativa, que processará a entrega, ao beneficiário, da cesta de alimentos.

  47. §

    Art. 14° - Terão prioridade para a seleção e obtenção da Cesta Básica:

  48. §

    I - famílias com crianças, nutrizes ou gestantes desnutridas ou situação de risco, com acompanhamento pela rede pública de saúde;

  49. §

    II - famílias com crianças ou adolescentes com medidas de proteção especial (artigo 101 do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA);

  50. §

    III - famílias com adolescentes que cumpram medidas sócio-educativas (artigo 124 do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA);

  51. §

    IV- famílias com dependentes idosos ou pessoas portadoras de deficiência, incapazes de prover o próprio sustento:

  52. §

    V - famílias corri maior número de dependentes;

  53. §

    VI - famílias residentes em regiões Administrativas identificadas como mais carentes do ponto de vista educacional, social, nutricional, saúde e de infraestrutura urbana.

  54. §

    Art. 15° - A inscrição no Programa de Segurança Alimentar: Açâo contra a fome e o desemprego, por si só, não gera o direito à Cesta Básica.

  55. §

    Art. 16° - Autorizada a concessão do benefício, o Secretário Executivo expedirá notificação mediante registro postal com AR (aviso de recebimento):

  56. §

    I - Ao beneficiário, para o endereço constante no requerimento de inscrição;

  57. §

    II - À Comissão Local;

  58. §

    III - À Cooperativa conveniada.

  59. §

    Parágrafo Único - As escolas onde estiverem matriculados os alunos da família beneficiária serão notificadas pela Comissão Local, para efeito de acompanhamento e avaliação.

  60. §

    Art. 17° - Simultaneamente com as notificações, será emitido pelo Secretário Executivo, o Cartão de Identificação do Beneficiário, que deve ser retirado pessoalmente, por seu titular, na Administração Regional da localidade onde se implantar o Programa. Art 18° - A Cooperativa conveniada operacionalizará a distribuição das cestas básicas de alimentos aos beneficiários, dentro das condições estabelecidas no convento a ser assinado entre ela e o Governo do Distrito Federal.

  61. §

    Art. 19° - Ficam estabelecidos os seguintes procedimentos para a distribuição do beneficio:

  62. §

    I - 0 Secretário Executivo do Programa providenciará a elaboração de relações de beneficiários, incluído nelas o número do Cartão de Identificação do Beneficiário

  63. §

    II - A Secretaria Executiva do Programa enviará, mensalmente, uma relação atualizada dos beneficiários aptos a receberem o beneficio aos seguintes órgãos:

  64. §

    a) À Cooperativa

  65. §

    b) À Comissão Local.

  66. §

    III - A distribuição da cesta será feita pela Cooperativa, mediante a apresentação do Cartão de Identificação do Beneficiário e da respectiva Carteira de Identidade e consulta à relação de beneficiários aptos;

  67. §

    IV - As escolas onde houver alunos beneficiados pelo Programa comunicarão, no segundo dia útil do mês, à Comissão Local, o percentual de faltas de cada aluno vinculado ao Programa, que as atestará e encaminhará à Secretaria Executiva.

  68. §

    V - O Secretário Executivo do Programa ordenará imediatamente à Cooperativa a suspensão do benefício, mediante envio de relação geral dos beneficiários aptos a continuarem no Programa e daqueles que deverão ser excluídos.

  69. §

    Art. 20° O repasse da Cesta Básica será automaticamente interrompido.

  70. §

    I - se o filho ou um dos filhos tiver frequencia inferior a noventa por cento das aulas do mes do beneficio, apurada a frequencia em todos os componentes curriculares relativos à serie em que o aluno esteja matriculado;

  71. §

    II - no caso de fraude no processo ou de procedimento administrativo irregular, devidamente apurados.

  72. §

    Parágrafo Único - No caso de normatização da frequencia do aluno beneficiario do Programa, o repasse da Cesta Básica será automaticamente restabelecido sem direito a beneficio retroativo.

  73. §

    Art. 21. ° A Comissão Executiva implantará um sistema de processamento e acompanhamento do Programa para publicidade e transparencia do processo.

  74. §

    Art. 22° As dúvidas, omissões e situações nao contempladas neste regulamento serão esclarecidas ou reguladas pela Comissão Executiva e pela Comissão Local.

  75. §

    Art. 23° Este Decreto entra em vigor da data de sua publicação.

  76. §

    Art. 24° Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 01 de agosto de 1995 107° da República e 36° de Brasilia.